Quando eu entro no metrô,
quando fecha a porta do trem,
aí amigo...
Aí que o sentimento vem à tona.
Aí que o pensamento vai à lua,
onde parece ser mais coerente.
Eu meio que me acostumei
ou forcei a mente a acreditar,
vai saber...
Que a vida é isso aí mesmo
que os olhos vêem e os pés pisam.
Mas nós não somos ratos.
Somos menores que eles,
porém mais grandiosos.
No início foi um alívio
sair do antro do complexo,
da poesia que vinha sofrida.
Depois de um tempo senti saudade.
Me achei raso,
marionete do mundo.
A verdade é que os poetas,
os verdadeiros, aqueles que sentem
mesmo que não saibam escrever,
nasceram pra se fuder
e dar cor ao mundo.
Eu não sou poeta,
mas a cor que eu dou é meio cinza.
Meio de céu nublado prestes a chover.
Mas é bonita também, porra!
Voltando ao assunto (se é que há, se é que houve),
eu tô meio mal.
Eu tô meio carente.
Eu to sofrendo pra caramba.
Mas, mal ou bem, isso é sentir.
E isso me leva para aquele lugar,
aquele rombo no espaço-tempo
chamado COMPLEXO.
É como chamamos todo esse
intangível,
paradoxal,
imiscível
lugar-sentido-pensado-inventado
que existe entre o chão e o céu
e não toca o ar.
Somos menores que os ratos,
somos piores que os lobos.
Mais venenosos que a mais peçonhenta serpente.
MAS,
sentimos.
Algo.
Não que seja bom...
Isso tem me salvado
nesses tempos tristes
do pós-amor.
Isso não é pouco.
Termino com uma declaração,
que ainda hoje desmentirei.
E amanhã reafirmarei,
pois é a norma vigente e duradoura do nosso ciclo complexo:
Melhor sofrer
do que não sentir.
sexta-feira, 28 de julho de 2017
O Gênio Burro
Me deixa chorar,
pelo menos dessa vez,
sem consolo.
Essa atrocidade
que eu cometi
mas não houve dolo.
Procurar pedaços seus
por aí
é horrível.
Só encontro
o vazio e esse erro
inadmissível.
Eu já não tenho mais
convicção
do que eu fiz.
Me parece que cada decisão
é uma decisão
infeliz.
E não dá para voltar
atrás.
Eu tenho bebido
como um condenado.
Afinal,
não tenho outro remédio.
Pensar é a pior sina,
tem estado tudo médio.
E pela primeira vez
em todo esse tempo
vou me referir
à você.
Sim, é de você que eu
sinto falta.
Da sua voz, do seu tudo.
Mas eu sinto que esses dias
que já viraram mês
foram suficientes
para tornar irreversível.
Mesmo que não tenham sido,
a decisão é sempre infeliz.
Que gênio burro esse Dr. Carlos...
pelo menos dessa vez,
sem consolo.
Essa atrocidade
que eu cometi
mas não houve dolo.
Procurar pedaços seus
por aí
é horrível.
Só encontro
o vazio e esse erro
inadmissível.
Eu já não tenho mais
convicção
do que eu fiz.
Me parece que cada decisão
é uma decisão
infeliz.
E não dá para voltar
atrás.
Eu tenho bebido
como um condenado.
Afinal,
não tenho outro remédio.
Pensar é a pior sina,
tem estado tudo médio.
E pela primeira vez
em todo esse tempo
vou me referir
à você.
Sim, é de você que eu
sinto falta.
Da sua voz, do seu tudo.
Mas eu sinto que esses dias
que já viraram mês
foram suficientes
para tornar irreversível.
Mesmo que não tenham sido,
a decisão é sempre infeliz.
Que gênio burro esse Dr. Carlos...
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Você sabe, né?
O que é que dá
essa necessidade de ser
Autodestrutivo?
Contraditório?
Seria simples,
seria fácil
fazer o certo
pra mim e pra você.
Mas tem que sofrer.
É pré-requisito.
Por um tempo
estive reto,
estive calmo,
estive ok.
Ok as vezes é muito.
Você sabe, né?
Ok as vezes é ótimo.
Mas a natureza minha é vil.
É moncosa.
Um lapso no tempo
não é mais que isso.
Um lapso.
A gente tem que se agarrar
à algo
quando vem a Tsunami.
Você sabe, né?
À um tronco firme
algo que sustente.
Mas não é mole.
Eu falando é mole.
As coisas têm sido.
Têm estado.
Não mais que isso.
E eu fico muito confuso.
Esse penar
do pseudo-profundo
é o pior penar.
O penar de quem não esquece as consequências
parecendo inconsequente.
São fantasmas eternos
se acumulando a cada escolha.
Sem julgamento de bom ou mau.
Surgem fantasmas.
Eles me confundem.
À parte isso, vai tudo bem.
Eu me descobri forte.
Resistente.
Já passamos por coisa pior.
Você sabe, né?
essa necessidade de ser
Autodestrutivo?
Contraditório?
Seria simples,
seria fácil
fazer o certo
pra mim e pra você.
Mas tem que sofrer.
É pré-requisito.
Por um tempo
estive reto,
estive calmo,
estive ok.
Ok as vezes é muito.
Você sabe, né?
Ok as vezes é ótimo.
Mas a natureza minha é vil.
É moncosa.
Um lapso no tempo
não é mais que isso.
Um lapso.
A gente tem que se agarrar
à algo
quando vem a Tsunami.
Você sabe, né?
À um tronco firme
algo que sustente.
Mas não é mole.
Eu falando é mole.
As coisas têm sido.
Têm estado.
Não mais que isso.
E eu fico muito confuso.
Esse penar
do pseudo-profundo
é o pior penar.
O penar de quem não esquece as consequências
parecendo inconsequente.
São fantasmas eternos
se acumulando a cada escolha.
Sem julgamento de bom ou mau.
Surgem fantasmas.
Eles me confundem.
À parte isso, vai tudo bem.
Eu me descobri forte.
Resistente.
Já passamos por coisa pior.
Você sabe, né?
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