sábado, 10 de agosto de 2024

Onde é que reside?

Quando urge
a inexorável necessidade
de escrever. 
De botar para fora.
Onde é que mora
a felicidade?
Onde é que reside
a minha frustração?

Dói ainda mais
devido à incoerência. 
Batalhas maiores 
estão sendo guerreadas.
E até mesmo vencidas.
Por quê,
independente disso,
me sinto assim?

Não é a primeira vez, 
mas sempre parecer ser.
Que coisa, rapaz!
Escrevi algum tempo atrás. 
E agora, novamente, me assola.

Hoje não tem futuro.
Amanhã não tem presente.
Ontem, havia um muro.
Sempre confusa a mente.
Tateia no fundo escuro
a buscar o que se sente.
Treva.

O que será
que pode me animar?
Acho que desaprendi
a sonhar. 
Que lástima. 
Eu afirmo à mim mesmo
que está tudo bem. 
São só as flechas do destino.
A correnteza há de levar.
Não há mais em mim
Espírito de menino. 
Só um homem de barro
a desmoronar.

A chuva dantesca
sempre existiu.
Antigamente,
só era mais fácil se secar. 
Tudo denovo e denovo...
Mas com menos poesia no olhar.
Dói.