Quando urge
a inexorável necessidade
de escrever.
De botar para fora.
Onde é que mora
a felicidade?
Onde é que reside
a minha frustração?
Dói ainda mais
devido à incoerência.
Batalhas maiores
estão sendo guerreadas.
E até mesmo vencidas.
Por quê,
independente disso,
me sinto assim?
Não é a primeira vez,
mas sempre parecer ser.
Que coisa, rapaz!
Escrevi algum tempo atrás.
E agora, novamente, me assola.
Hoje não tem futuro.
Amanhã não tem presente.
Ontem, havia um muro.
Sempre confusa a mente.
Tateia no fundo escuro
a buscar o que se sente.
Treva.
O que será
que pode me animar?
Acho que desaprendi
a sonhar.
Que lástima.
Eu afirmo à mim mesmo
que está tudo bem.
São só as flechas do destino.
A correnteza há de levar.
Não há mais em mim
Espírito de menino.
Só um homem de barro
a desmoronar.
A chuva dantesca
sempre existiu.
Antigamente,
só era mais fácil se secar.
Tudo denovo e denovo...
Mas com menos poesia no olhar.
Dói.