Acordei. E então vi a placa:
"Bien-venido ao Mundo dos Fingimentos."
Tudo parecia em ordem, mas, nem de longe, se enxergava a paz.
Todo mundo sabia muita coisa, só não sabiam lidar com isso.
Nada, nunca, estava realmente bem, apesar dos inúmeros sorrisos.
Levantei e ninguém olhou- ninguém nunca olhava.
Me perguntei se de fato existia. Talvez não.
Não havia peso em minhas costas ou problemas na cabeça: fatores indispensáveis para a entropia do Mundo dos Fingimentos.
Foi então que percebi: a fuga era a cama e era real. O sono que conforta a inexistência.
Lá vivi e lá senti.
Enquanto aqui apenas sonhei.
Quem sabe um dia eu venha à acordar...
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