domingo, 30 de setembro de 2012

Qualquer

Ser mais um.
Ser um qualquer.
É a verdade que não pode ser verdade;
o fato inconcebível.

Eu queria ser único;
ser unicamente seu.
Mas nem você é exclusivamente minha.

Diversas verdades pontuais
em diversos momentos presentes.
Só sei que nada sei
e que queria você agora.

Mas eu nem sei quem é que fala,
quem é que escreve.
É sempre o filho de um Eu-passado,
lutando contra a sina de seu pai.
E acabando por ser ele.

Só sei que nada sei
e nem sei se te quero agora.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Mais Um (ressurge a covardia)


Existe limite?
O vício é linha tênue
Todos dizem
"É difícil"
Não acho. Acho que o vício é uma linha tênue.

Te contar umas coisas novas que ando pensando...
Toda osquestra mal organizada, enjambrada em passar segurança por linhas e mais linhas escritas
Dá falsa dimensão de genialidade. Talvez. Morreu de qualquer jeito. Então
Prosseguimos, mais organizado. Lhe parece assim?
Não?
A outrem parecerá..
Sim?
Mentiroso...

Morri alguma vezes e ando pegando experi no assunto.
O que é mais uma bongada?
Mais um trago pesado de uísque?
Mais um ambiente cheio de mais gente?
Mais uns interesses instantâneos? Vício...
Mais um corpo a ser explorado?
Mais pessoas mais em mais alguma coisa...
Sempre mais alguma coisa que alguém também mais.
Não é que eu seja menos... Tento apenas ser sou.
Soul.
Som de negão, muito bom se bem feito... Funk também...
Rap. (Opa calm lá! Assunto delicado)
(Já é)
Sou, e só o que se é mais em mim são ações.
Minhas ações não são mais, são ações
Boas pra mim ou não
Talvez regra de três
Sejam boas para tu
Depende da situação.
Bem. Mais um texto, em mais um blog (não considero isso um blog, mas, É um blog, fazer o que...)
Mais um parênteses e provavelmente em algum canto do texto
Mais uma desculpa pra mais alguma coisa...
Foda-se
Mais bongada, mais uísque, mais dollar, mais buceta e mais dinheiro ( ;) )
Ora bolas...


Menos neurônios!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Perdido

São tempos difíceis há tempos...
Todo mundo tem opinião.
Vou recusar os julgamentos
e trocá-los por compreensão.

Só difere a concepção,
no sem-fim de verdades parciais.
Mas como é inteira a razão,
valores são irreais.

E eu já não me importo
com o caminho certo.
Mesmo nos caminhos tortos
a vitória pode estar perto.
E se os vivos tão mortos?
E o que era chão virou teto?

Quem é que explica o sentido
do porque do porque ter porque?
Quem viu antes do início existindo?
E o depois do fim morrer?
E se esse estivesse mentindo?
Quem é que iria saber?

Saber tanto é um perigo,
como dizem as letras em vão.
Maldição que eu nem ligo;
Liberdade é prisão.

E eu já sou livre;
minha doce ilusão...