Ser mais um.
Ser um qualquer.
É a verdade que não pode ser verdade;
o fato inconcebível.
Eu queria ser único;
ser unicamente seu.
Mas nem você é exclusivamente minha.
Diversas verdades pontuais
em diversos momentos presentes.
Só sei que nada sei
e que queria você agora.
Mas eu nem sei quem é que fala,
quem é que escreve.
É sempre o filho de um Eu-passado,
lutando contra a sina de seu pai.
E acabando por ser ele.
Só sei que nada sei
e nem sei se te quero agora.
Nenhum comentário:
Postar um comentário