domingo, 30 de setembro de 2012

Qualquer

Ser mais um.
Ser um qualquer.
É a verdade que não pode ser verdade;
o fato inconcebível.

Eu queria ser único;
ser unicamente seu.
Mas nem você é exclusivamente minha.

Diversas verdades pontuais
em diversos momentos presentes.
Só sei que nada sei
e que queria você agora.

Mas eu nem sei quem é que fala,
quem é que escreve.
É sempre o filho de um Eu-passado,
lutando contra a sina de seu pai.
E acabando por ser ele.

Só sei que nada sei
e nem sei se te quero agora.

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