É triste olhar no espelho
e te ver chorar, Dr. Carlos.
Mas cada memória me invade
viajando no tempo.
Eu tento ser forte, mas ainda me encontro incrédulo.
É, dessa vez eu realmente acreditei.
Como pôde?
Lhe faltar tanto discernimento?
Seria nossa fortaleza um castelo de baralho?
Será o meu amor não mais que um ato falho?
Chove, chuva de Dante!
Que por eras até pode estiar.
Pois todo espírito errante,
dessa chuva não pode escapar.
Não se engane, Dr. Carlos, com o incessante movimento dos ponteiros.
Você sempre esteve aqui.
E que banhados na chuva de Dante,
celebremos nosso sofrimento.
Eu queria que fosse só uma visita,
mas sinto que vens pra ficar.
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