E eu fui contando nos dedos as vezes em que eu estive realmente bem.
A gente se engana, arranja um apoio aqui outro ali para ver se nos sustentamos e acabamos sempre cedendo, no choro, na vergonha ou na cachaça.
Por vezes me perguntei se eu sabia o que era sentir, 17 anos na cara não demonstram tudo o que eu gostaria de saber, e percebo que o que eu sinto é aquilo e raramente fugirá daquelas características, vejo que na verdade estou suscetível a ser operado e manipulado pela vontade de me sentir bem (uma daquelas raras vezes).
Minto, minto muito, posso contar nos dedos as vezes que eu disse que ia parar de fumar e aguentei só por dois dias.
A gente se perde por que se busca demais e não sobra tempo pra poder se perder, e ficamos preocupados, nao durmimos bem, enganamos e trapaceamos, tudo para se livrar de um fardo que no final das contas nem é tão ruim assim.
O pior é o mártir de ter que esconder quando se sente algo por alguém, quando a vontade de um vício é mais forte ou quando queremos simplesmente ficar quietos e esquecer de tudo um pouco por um pouco de tempo.
E o tempo, gerindo as rugas que não tenho e minha idade, verifica o nulo e não se importa, enquanto eu me pergunto se o perco, ou quando me prendo a alguém, ou quando sofro por alguém ou quando não quero ninguém.
Na verdade tempo perdido é tempo escrito. . .
segunda-feira, 28 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Pós alguma coisa.
As cinco e cinquenta e cinco da manhã no estágio de um pós alguma coisa, remeto-me a tempos longes onde os traumas eram presentes, e vejo que já perdi a muito a calma e o dom.
Foi ferindo almas augustas que não vi que a minha também era, e por ferir sozinho não notei que a minha foi destruída aos montes pelos montes.
São seis e um agora, a hora mudou mas o resto não, meu olho continua caído, meu corpo continua com dor, minha mente continua arrependida e eu continuo triste, triste pois nunca aprendi a perder num jogo que costumava sempre ganhar, me vejo sozinho, solitário, o peso das voltas costuma ser pior do que primeiros baques, e esse foi em cheio.
Parece que sabem que estaremos lá, parece que são macumunadores, que precisam se alentar com o desgosto, parece dor, dor enrustida, parece o medo, na pior forma, parece a insegurança e uma mescla de ódio com vingança, mais parece um circo, todo mundo participa (e quer participar), e eu sou o palhaço.
Seis e oito, hora confusa, não gosto de números pares.
Seis e nove, coração apertado, cabeça doída, nada concreto, nada de fato. Eu não busco nada, acho que só sei isso. Porém é bom pensar que o frio, gelo, geladeira, pedra, frialdade, álgido, insípido, não seja eu por completo, eu gosto de viver, sentir de propósito, mas nada sinto, nada busco.
Seis e treze. Fui durmir.
Foi ferindo almas augustas que não vi que a minha também era, e por ferir sozinho não notei que a minha foi destruída aos montes pelos montes.
São seis e um agora, a hora mudou mas o resto não, meu olho continua caído, meu corpo continua com dor, minha mente continua arrependida e eu continuo triste, triste pois nunca aprendi a perder num jogo que costumava sempre ganhar, me vejo sozinho, solitário, o peso das voltas costuma ser pior do que primeiros baques, e esse foi em cheio.
Parece que sabem que estaremos lá, parece que são macumunadores, que precisam se alentar com o desgosto, parece dor, dor enrustida, parece o medo, na pior forma, parece a insegurança e uma mescla de ódio com vingança, mais parece um circo, todo mundo participa (e quer participar), e eu sou o palhaço.
Seis e oito, hora confusa, não gosto de números pares.
Seis e nove, coração apertado, cabeça doída, nada concreto, nada de fato. Eu não busco nada, acho que só sei isso. Porém é bom pensar que o frio, gelo, geladeira, pedra, frialdade, álgido, insípido, não seja eu por completo, eu gosto de viver, sentir de propósito, mas nada sinto, nada busco.
Seis e treze. Fui durmir.
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