segunda-feira, 28 de junho de 2010

Só por mentir.

E eu fui contando nos dedos as vezes em que eu estive realmente bem.
A gente se engana, arranja um apoio aqui outro ali para ver se nos sustentamos e acabamos sempre cedendo, no choro, na vergonha ou na cachaça.
Por vezes me perguntei se eu sabia o que era sentir, 17 anos na cara não demonstram tudo o que eu gostaria de saber, e percebo que o que eu sinto é aquilo e raramente fugirá daquelas características, vejo que na verdade estou suscetível a ser operado e manipulado pela vontade de me sentir bem (uma daquelas raras vezes).
Minto, minto muito, posso contar nos dedos as vezes que eu disse que ia parar de fumar e aguentei só por dois dias.
A gente se perde por que se busca demais e não sobra tempo pra poder se perder, e ficamos preocupados, nao durmimos bem, enganamos e trapaceamos, tudo para se livrar de um fardo que no final das contas nem é tão ruim assim.
O pior é o mártir de ter que esconder quando se sente algo por alguém, quando a vontade de um vício é mais forte ou quando queremos simplesmente ficar quietos e esquecer de tudo um pouco por um pouco de tempo.
E o tempo, gerindo as rugas que não tenho e minha idade, verifica o nulo e não se importa, enquanto eu me pergunto se o perco, ou quando me prendo a alguém, ou quando sofro por alguém ou quando não quero ninguém.
Na verdade tempo perdido é tempo escrito. . .

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