As cinco e cinquenta e cinco da manhã no estágio de um pós alguma coisa, remeto-me a tempos longes onde os traumas eram presentes, e vejo que já perdi a muito a calma e o dom.
Foi ferindo almas augustas que não vi que a minha também era, e por ferir sozinho não notei que a minha foi destruída aos montes pelos montes.
São seis e um agora, a hora mudou mas o resto não, meu olho continua caído, meu corpo continua com dor, minha mente continua arrependida e eu continuo triste, triste pois nunca aprendi a perder num jogo que costumava sempre ganhar, me vejo sozinho, solitário, o peso das voltas costuma ser pior do que primeiros baques, e esse foi em cheio.
Parece que sabem que estaremos lá, parece que são macumunadores, que precisam se alentar com o desgosto, parece dor, dor enrustida, parece o medo, na pior forma, parece a insegurança e uma mescla de ódio com vingança, mais parece um circo, todo mundo participa (e quer participar), e eu sou o palhaço.
Seis e oito, hora confusa, não gosto de números pares.
Seis e nove, coração apertado, cabeça doída, nada concreto, nada de fato. Eu não busco nada, acho que só sei isso. Porém é bom pensar que o frio, gelo, geladeira, pedra, frialdade, álgido, insípido, não seja eu por completo, eu gosto de viver, sentir de propósito, mas nada sinto, nada busco.
Seis e treze. Fui durmir.
Muito bom Sr. Mareque!
ResponderExcluirMuito mesmo!