terça-feira, 24 de abril de 2012

Nem Ideia...


Conte-me, o que pode ser pior que a falta de ideia?
A falta de ideia do que sua falta me faz
A falta de ideia do que eu sentia e sinto por você
Do quanto eu gostei de você
Do quanto você me fazia bem
Você não faz ideia
E isso dói pra caralho
Você podia ser sonsa, mas não era, nem é
Podia ser filha da puta, mas não era
Você simplesmente, de fato, não fez e não faz ideia.
Nenhuma,  alguma...

Acho que achei a residência da problemática
Minha estratagema vai ser espernear na escrita
Porra! Não tava na cara?
E se tava, por que a falsidade?

Eu só queria honestidade
Falta de sinceridade me irrita.

Você não faz ideia...
Teve(tem) leve imagem, mas não faz ideia...

Ah! Há a mentira também
Essa tua boca dizendo querer ser minha
E eu acreditei, pelo jeito não fiz muito bem
Não lidava com mulher, e sim com uma garotinha

Desde o princípio o erro foi meu
E você não tá errada em nenhum ponto da história
É tudo uma questão de moral, de respeito que se perdeu
E de como agora você residirá em minha memória

Queria que tu sentisses o que escrevo...
Há! Mais fácil meter a cara dentro de uma colméia
Acho que devo estar sendo repetitivo, não saindo da mesmice
Por que, pra variar, você não vai fazer ideia..
Alguma, nenhuma...

Como diz Dr.Carlos
"Que coisa!"
Eu só quero você aqui, agora, o tempo todo.
De novo...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Que coisa!

(blup...blup...blup...)

(Caldeirão de emoções; fervendo)

A cada instante
tudo me surpreende.
O roteiro inconstante,
final que ninguém entende.

Os problemas de ir mais além:
há o abismo, há a loucura.
Saber; aqui nao faz bem!
Estando mais alto a queda é mais dura.

Melhor manter os pés no chão.
Se distrair, ir ler o jornal.
Mas eu gosto de uma emoção,
não consigo ser um cara normal.
Pois a verdade encobre a razão:
Paradoxo Existencial.

E nem o Flamengo me entorpece mais.
Que coisa, rapaz!

E nem o matinho me entorpece mais.
Que coisa, rapaz!

E nem os problemas me entorpecem mais.
Que coisa, rapaz!

Acho que nem ela me entorpece mais.(será?)
Que coisa, rapaz!

As coisas não voltam atrás...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Olhos de Mel (na luz)


Você é sem explicação
Sei lá que que eu sinto por você
Mistura de erro com nada a ver
Mistura de improvável com indagação

Ai está, e, tomamos segura distância
Teu sorriso regenera, faz bem de verdade
E mesmo ambos tendo queda pela ânsia
Ela se faz pequena, forte se faz a amizade

Já tive apreço assim antes mas contigo é diferente
Não é que pareça que você me entende
É que no final, isso não importa

Bola pra frente, preciso só de você presente
Escutando, falando... Compreende?
Você simplesmente me conforta

Obrigado.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Palavras e Metareclaxplicação

Quando letras formam palavras que juntas fazem sentido
Como a frase acima, e essa, que somente existe para dar total significado à compreensão
Letras, l e t r a s, palavras, reticências, vírgula..., desenhos, compreensão,(vírgula)
O texto se formando, algutinaçãodepalavras,
Algumas alucinógenas, aboregínas, astutas, ascas, "ásperas"(com aspas), ab-repitícias
Aliterações assonantes
Elementos, como o próprio elemento do sentido elemento que a palavra elemento tem
Não obstante, como o elemento que a palavra elemento é para o texto
Não só como elementar para a continuação da ideia
Mas como elemento de estética
Veja, Elementos,(vírgula) a palavra, quebra a assonância
Assim como o (abre aspas)"Não obstante(agora fecha aspas)",
Esse "Veja" acompanhado de (,), e (essas palavras entre parênteses)
Isso tá começando a me incomodar (Oh! Que pena...)
O texto agora até tá grande, justa-posição de sentidos
Metáforas, metonímias, hipérboles, onomatopéias... (há!)
Encheção de linguíça...(reticências)

Ah... Palavras...

Sinto que ultimamente ando perdido em seus corações
Pelos textos que ando escrevendo
Pela falsidade que anda me acometendo
Nas ilusões dos meus perdões
Punições em inspirações
Pensamentos, opiniões
Que divergem das sensações

São visões, informações
Penitência, situações
Algumas aparições
Mudamos de tons

Acho que chega. Nem eu me aguento mais nessa.
Eu disse que sepultei e não sepultei
E agora me desculpo com um texto não só metaexplicado
Como autoexplicativo no sentido de não conseguir largar essa merda desse Assunto
Agora sendo explicando por ele mesmo de novo
Que vício, vou parar (como todos os outros né?)
Ponto.(ponto)

Normal

Vivendo um instante finito de tempo,
entre algum início e algum final.
Enxergando nos olhos, possível alento
pra poder dizer que ta tudo normal.
E tá?

Sinto ser uma marionete
achando saber que pensou, que sentiu.
Enquanto a peça diverte e repete
a verdade gritou mas ninguém ouviu.

Está tudo igual menos a cor;
entre verde e preto na mente.
Mudou de nome o falso amor
e a cor do fumo que o sente.
O tempo todo foi ator
de um filme um segundo a frente.
Com pés na terra o sonhador,
num descompasso consciente.
Foi o futuro vencedor.

Viveu perdido no presente...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dr.Carlos

Esse está sendo feito, dedicado e metacontado à você.
Sem disfarces.
"Eu e você temos essa penitência,
O máximo do pensamento que sempre tende às reticências"
Cheios vazios, que vivem na (e de) indagação.

Nos falta amor, nos falta amparo
Somos a construção sem chão
A gente se repete, mas mesmo assim se impressiona (não muito raro...)
E nem sabemos no meio de toda essa zona
Pra quem é que temos que fazer oração

Julgamos Deus, encarnamos Diabos
Fomos certos-errados, agora não ligamos pro perdão
Afinal de contas, de quem é a mão? De quem é o fardo?
Meu trago exime mais que emoção, um retrato
Um afago, no meio dessa confusão

Sei que não tenho poderes para te dar respostas
Acho que nem direito eu teria se tivesse poderes
Meu poder é relatar o que é, como somos, para assim desforcarmos um pouco disso
Remoendo isso, lendo isso
Mastigando e se alimentando disso

Ás vezes uma bucetinha pra distrair
Ás vezes uma complicação de bucetinha pra se distrair ainda mais
Mas ainda continua repetitivo
E, sinto, é isso mesmo que é estar vivo

Ás vezes uns tormentos que não deixam durmir
Ás vezes ódio, que pela saco nos faz expelir
Mas ainda (e isso é muito triste cara) continua repetitivo
E, sinto, é isso mesmo se formos objetivos

"Nada passa nada... Volto ao meu dilema... Como a vida é pequena..."

As ultimas complicações foram atípicas e estamos estranhando muito tudo isso
Mas acho que não foge do que é, um "diferenteigual"
Ainda acho que é o SEU poste negro, da sua forma e com suas características...
No final das contas o resultado é o mesmo, a gente muito mal

Espero ter ajudado sabendo que não ajudei em nada
Só mais palavras vazias para fazer do seu vazio, um vazio mais completo.
Nada de tudo, tudo de nada. Paradoxo.
Tu.

Ondas

Pensando sempre naquela onda errada
que eu estava ontem,
mas hoje melhorei.

Caminhando sempre na direção equivocada
que eu estava ontem,
mas juro que mudei,

Entendi a onda estacionária
que sempre me vendava
e por isso me enganei.

O tempo todo recebendo ondas,
e emitindo ondas
de um lugar que nem eu sei.

Mas de repente veio a onda ampla
resumindo de uma vez
tudo aquilo que pensei:

Se tudo é questão de foco
me concentrarei na onda
em que me sinto rei.

Mas até a majestade passa,
e como toda boa onda
mais uma vez eu oscilei.

Até que a onda vai embora
e nas perguntas sem resposta
eu percebo que errei...

"Sai dessa onda!"

terça-feira, 10 de abril de 2012

Parece Fraco (talvez por ser) ou Asco

A minha vontade é te falar
Você não sai da minha cabeça
Mas antes que eu assim pereça
O orgulho há de me segurar

Olha isso tudo, olha esse fatos
Eu ri, contudo, riso de fraco
A muito (e muito!) eu me sinto enganado
Por mim, por você, pelo estado...

A vida sempre foi e anda pequena
Contigo, ela parecia mais serena
Mas isso é fantasia, enganosa e venenosa

Sepulto, mas volto à esse problema
O querer de agora, vem agora e me condena
É um dilema ter-te forte na memória

Oh! Revertéria reviravolta regida pelos meus restos,
Um cérebro bom anda uma bagatela nos dias de hoje...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sepultura

"Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"



Serei um pouco mais, tentarei pelo menos. Mesmo vocês não valendo a pena
E para somente os raros que valem a pena, tentarei fazer dos grandes problemas problemas pequenos
Parei. "Pedestalizei".
Ultimamente esmoreço, pereço, pelo alto valor de preço que já entreguei nessa vida à pessoas erradas
Lutei pelos princípios de infância e vi que esse mundo não os aceita
Te vi na metamorfose, mais de uma vez
Adornei as imagens (que enganam) com falácias, mais uma vez
Na calada da noite não durmida percebi que para isso até tem receita
Demonie-se a si mesmo, perca escrúpulos, escarre na cara, xingue e se der, dê porrada
Oh! Augustos dos Anjos, te escutei e ignorei...

Expor tudo isso até tem sido fácil
Sangrando tormentos, torcendo palavras
Se era dócil tornou-se lixo, se era tento, virou descarga (ambiguidade na fala)
Antes isso do que a morte... será?

Velejarei por outros e vários mares
Aborcarei em muitas e outras festas
Garanto agora somente drogas e bares
Até por que é somente isso que me resta
Balanço da vida? Nem preciso, é tudo um diferenteigual
Um dia, mais um dia, depois outro, diferente, porém igual
Nesse passo eu vou indo, sereno fritado, calmo surtado
Demorei relativo tempo pra perceber que não é você, e sim o você que me deixa desregulado
Atento ao vocabulário; Pedestalizei.


"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera."



Uma merda ser diferente nesse mundo de filho da puta.
Sepultei.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Presente

Um dia
cada possibilidade não concretizada
será lágrima.

Maior que esse universo infinito
é o infinito universo do que podia ter sido.
A cada segundo se expande, abrindo novas portas
de cada uma das portas fechadas.

Todo dia enquanto vivo,
pontualmente eu morro.
Morro sem sofrer na hora
e morro de novo ao pensar no morrer.

Que bom que a tinta marcou essas letras,
não à deixou ser mais uma idéia perdida,
vagando por outra dimensão.

Estou vivo.

Velho Novo Problema

Nesse escuro desse quarto me encontro mal
Dessa vez deve ser falta da tua companhia
Todo ódio vem virando agonia
E o sentimento, da razão veta o aval

Eu me condeno, me persigo, me maltrato
Mudo seu retrato para ver se eu melhoro
Mas é fato consumado e já está muito claro
Que isso tu não merece, mesmo eu sendo fraco
Então deito, penso e choro

Ironicamente eu adoro
E ultimamente eu ando é muito chato
Mas todo esse papo de sofrer que eu corroboro
é verdadeiro, e infelizmente, inato

Agora sozinho aqui no escuro eu só desejo que você esteja sozinha
Sou egoísta, sou ciumento, estou irrascível e irracional
Tal é o ansejo, que apélo ao apelo de pensar que sentimos tudo isso igual
Mentira.
Eu te deixei livre, você não voltou.
Você nunca foi minha.

E todo ódio, toda moeção agonizante
Todos esses pensamentos e pesares
Toda desilusão paralizante
Vem com a dor aos pares

E acho que o motivo é um só, não varia...
Eu achei que te tinha
E sinceramente não busco dó, mas acho que até tu concordarias
Você nunca foi minha





Nunca.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Uma verdade maior

E se não fosse a pica dura do seu tataravô,
você não estaria aqui.

Tão importante quanto a água e o sol,
mais decisiva que deus e o amor;
a pica dura do seu tataravô.

"Olha esse rapaz idiota, falando grosserias sem o menor sentido!"

Veja bem, o rapaz idiota não sabe de nada,
mas finalmente encontrou uma verdade irrefutável:
todas as entrelinhas, todas as certezas e incertezas só estão aqui pela pica dura do seu tataravô.
Mais que uma verdade; uma constatação.

Então, faça-me o favor:
toda noite antes de dormir
vê se reza e pede proteção àquele que te pôs nesse mundo:
A Pica Dura do seu Tataravô.


Sinto muito lhe informar: a vida é mesmo pequena.