quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sepultura

"Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"



Serei um pouco mais, tentarei pelo menos. Mesmo vocês não valendo a pena
E para somente os raros que valem a pena, tentarei fazer dos grandes problemas problemas pequenos
Parei. "Pedestalizei".
Ultimamente esmoreço, pereço, pelo alto valor de preço que já entreguei nessa vida à pessoas erradas
Lutei pelos princípios de infância e vi que esse mundo não os aceita
Te vi na metamorfose, mais de uma vez
Adornei as imagens (que enganam) com falácias, mais uma vez
Na calada da noite não durmida percebi que para isso até tem receita
Demonie-se a si mesmo, perca escrúpulos, escarre na cara, xingue e se der, dê porrada
Oh! Augustos dos Anjos, te escutei e ignorei...

Expor tudo isso até tem sido fácil
Sangrando tormentos, torcendo palavras
Se era dócil tornou-se lixo, se era tento, virou descarga (ambiguidade na fala)
Antes isso do que a morte... será?

Velejarei por outros e vários mares
Aborcarei em muitas e outras festas
Garanto agora somente drogas e bares
Até por que é somente isso que me resta
Balanço da vida? Nem preciso, é tudo um diferenteigual
Um dia, mais um dia, depois outro, diferente, porém igual
Nesse passo eu vou indo, sereno fritado, calmo surtado
Demorei relativo tempo pra perceber que não é você, e sim o você que me deixa desregulado
Atento ao vocabulário; Pedestalizei.


"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera."



Uma merda ser diferente nesse mundo de filho da puta.
Sepultei.

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