domingo, 31 de março de 2013

Nada de novo, de novo...


Sempre agonizei.
Não é novidade.
Rico, bonito, possuo bela família, bem estruturada,
Agora até um amor eu tenho
Mesmo assim, sempre agonizante

Ocorre que agora a vontade de viver chegou num nível apático que a muito eu não sentia.
Parece que não é novidade, mas sinto como se fosse.
Sempre fui perdido, que adianta dizer que me perdi de novo?
Tudo sempre no mesmo, quase sempre é a mesma coisa, não sendo

Resolvi fazer esse desabafo não poético
Marginal na minha cabeça ocupando ela toda
Que se foda, só uma rima pra não perder costume

Afinal, trato aqui de novidades não novas
Cansaço sentido pelo cansaço de se sentir cansado.

Fuder é bom, se drogar é bom
Viver como marionete pra gostar disso também.
E se, caso você obrigue-se a pensar que não,
Novamente terás conflito e cederás
Não é novidade...

Não sei como terminar esse texto
Podia terminar ele terminando, sem alguma coisa de efeito,
Sem uma frase bem pegada que resuma tudo, só colocar um ponto depois da palavra desejada...

Morte.

sábado, 30 de março de 2013

Mordido

Mas que situação chata,
fome que não se mata,
quando o doce está logo ali.

Não sei o que é certo;
fico longe ou fico perto
de quem mais me faz sorrir?

Eu não entendo tudo.
Falo alto ou fico mudo
sobre isso que ainda não vi.

E agora o tempo passa
e eu já nao mais acho graça.
Será que você vai fugir?

Só quem saberá é o tempo,
mas é tão forte o sentimento
que há de te trazer praqui.

Mas que situação chata.
a mente sempre (in)sensata
não aguentará te ver partir.

Um dia me dá saudade
sem essa minha metade,
não sou capaz de dizer:
"Eu vivi."

O tubarão dos olhos profundos me mordeu.
Não me matou nem ao menos doeu.
Me hipnotizou, e hoje vivo por uma mordida.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Chuva Dantesca


Não tenho mais tempo pra escrever
Que ironia, não tenho tempo à perder...

As frustrações andam caladas
As dores andam penosas
A quietude é flagelada
As problemáticas, silenciosas

Me dói não saber a verdade
E achar que sei alguma
Na falta de identidade
A minha alma enrolada meu corpo fuma.

Nenhuma penitência é pior que agonia
Mentira! Existe a fome, existe a sede
Não sei como são ambas, filho da letargia
De barriga e bexiga cheia,
Bato a cabeça contra a parede

Ah Dr. Carlos!
Perdida ficou a perdição
Virou choro sem motivo, um coro objetivo
A dúvida é o que mata o coração

Não tenho mais tempo à perder
Por isso não posso escrever
Meu dolo é disso saber
E na teimosia, me enganar

Desfruto do físico à esmorecer
Espero solene o espírito perecer
Parece-me que isso é sobreviver
Sofrer, sem algo à ajudar.

O amor é um cão dos diabos.

domingo, 10 de março de 2013

Cupido

Eu achava que era cedo,
na verdade tinha medo
de enfrentar o amor.

Tao ironico o enredo,
pedir a mao, ganhar um dedo.
Sentir esmagadora dor.

Nao entendo os felizardos.
Se dizem apaixonados,
eles merecem, tanto assim?

Nao fui um predestinado,
meu cupido foi culpado
pelas flechas que levaram ao meu fim.

"poema de 2009/2010"

Antigo

Quando a verdade nao agrada
sera que vale a mentira?
A voz: muda, calada
denuncia a batalha perdida.

Passou, ja passou!
Ja e depois do fim...
E enfim, o que mudou?
As flores morreram no jardim!

Realidade, acredite ou nao.
E verdade, nao merece compaixao.

A natureza, mae soberana.
Sentiu tristeza, se viu insana.

Mas nem valia,
toda agonia
foi grande ilusao.

Tudo sorria,
mas era magia
que ja nao existe no coracao.

"poema de 2009/2010"

A Queda

Se nao menti,
falei mentiras.
Pensei mentiras,
todas em vao.

Se nao chorei,
cai e sofri.
Sonhei que sorri,
mas acordei no chao.

Se nao tentei,
ao menos perdi.
Meu tempo perdi,
de novo em vao.

O ceu e tao alto,
e o solo tao firme.
A queda pode ser fatal.

Memorias, vitorias
so no sonho dos reis.
Verdades ilusorias
nao duram um mes.

Tudo sempre igual,
como se fosse agua.
Procurei o paranormal,
e redescobri a magoa.

"poema de 2009/2010''

Olhares Perdidos

Olho pra fora:
tanta coisa errada.
A esperanca chora.
Caida, perdida, calada.

Todos, tudo caminha
nos mais diversos sentidos.
Mas a mente esta sempre sozinha
transparente em olhares perdidos.

Olho pra dentro:
vazio, nao vejo nada.
Sem extremidade nem centro,
puro sonho, um conto de fada.

Todos, esta tudo parado.
A procura de um sul ou de um norte.
Mas a mente atrai o pecado;
olhares perdidos esperando a morte.


"poema de 2009/2010"