domingo, 31 de março de 2013

Nada de novo, de novo...


Sempre agonizei.
Não é novidade.
Rico, bonito, possuo bela família, bem estruturada,
Agora até um amor eu tenho
Mesmo assim, sempre agonizante

Ocorre que agora a vontade de viver chegou num nível apático que a muito eu não sentia.
Parece que não é novidade, mas sinto como se fosse.
Sempre fui perdido, que adianta dizer que me perdi de novo?
Tudo sempre no mesmo, quase sempre é a mesma coisa, não sendo

Resolvi fazer esse desabafo não poético
Marginal na minha cabeça ocupando ela toda
Que se foda, só uma rima pra não perder costume

Afinal, trato aqui de novidades não novas
Cansaço sentido pelo cansaço de se sentir cansado.

Fuder é bom, se drogar é bom
Viver como marionete pra gostar disso também.
E se, caso você obrigue-se a pensar que não,
Novamente terás conflito e cederás
Não é novidade...

Não sei como terminar esse texto
Podia terminar ele terminando, sem alguma coisa de efeito,
Sem uma frase bem pegada que resuma tudo, só colocar um ponto depois da palavra desejada...

Morte.

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