quinta-feira, 21 de março de 2013

Chuva Dantesca


Não tenho mais tempo pra escrever
Que ironia, não tenho tempo à perder...

As frustrações andam caladas
As dores andam penosas
A quietude é flagelada
As problemáticas, silenciosas

Me dói não saber a verdade
E achar que sei alguma
Na falta de identidade
A minha alma enrolada meu corpo fuma.

Nenhuma penitência é pior que agonia
Mentira! Existe a fome, existe a sede
Não sei como são ambas, filho da letargia
De barriga e bexiga cheia,
Bato a cabeça contra a parede

Ah Dr. Carlos!
Perdida ficou a perdição
Virou choro sem motivo, um coro objetivo
A dúvida é o que mata o coração

Não tenho mais tempo à perder
Por isso não posso escrever
Meu dolo é disso saber
E na teimosia, me enganar

Desfruto do físico à esmorecer
Espero solene o espírito perecer
Parece-me que isso é sobreviver
Sofrer, sem algo à ajudar.

O amor é um cão dos diabos.

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