Eu já esperava,
uma cachoeira de lágrimas.
Vieram prantos.
Eu já esperava,
sua invasão nos pensamentos.
Invadiu também os sonhos.
Eu não esperava,
que fosse abrupto,
que do dia pra noite
me encontraria assim
tão desmilinguido.
Será que eu sou louco?
Mergulhado em devaneios,
submerso em ilusão.
E as memórias doces
de momentos afetuosos,
será que são delírios?
A sua ausência
alterou minha órbita.
O dia virou noite,
o inverno verão.
A certeza virou dúvida,
e depois certeza do oposto.
E, por fim, o oposto da certeza.
E agora?
O que é que vem
depois do fim,
quando não há desfecho?
Vago.
Vago por aí com pensamento vago.
Vago por aí com pensamentos teus.
Vago por aí com coração vazio.
Vago por aí com coração apertado.
Vago por aí lamentando
o seu sentimento vago
que não floresceu com o meu.
Nosso jardim virou deserto
e por ele eu vago.
Incrédulo com o amor
que não sucedeu.
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