quarta-feira, 22 de maio de 2013
A Quinquagésima Volta
Auto sabotagem.
Auto depreciação.
Alguém em mim não gosta de mim.
Eu tinha tudo à meu favor, consegui desconstruir cada pedaço do todo.
Não tenho tento lírico, tenho tento nenhum aliás, eu só quero desmoronar.
Não me aguento nesse corpo e por mais que os erros venham para aprendizado,
Eu erro torto, eu erro na forma de errar e na forma de tentar consertar.
Eu erro o tempo todo. Não me canso de errar.
A gente talvez só enxergue e dê valor à certas coisas quando as perde,
E só consegue observar certas coisas quando elas fogem do próprio controle.
Eu não sei no que me transformei, sei que foi infreável e conseguiu ser viral,
contagioso, acurado.
Ficar perdido não é opção, estamos cheios de responsabilidades.
Estou cheio de missões.
Estou cheio de ser quem sou, fazer o que faço
E deixar de fazer o que gostaria.
Não é nem mais peso, parece que é esse pedaço de carne fraca que agora chamo de casa pra minha alma. Tá foda.
O que somava-se à isso perdeu-se, por que o isso ocupa todo espaço. É todo o erro.
Mais uma criança chorando por atenção, mais um tijolo na parede, eu sofro muito com o amor, talvez por refutá-lo tanto.
Auto sacanagem, mandaram eu ir me fuder e foi exatamente o que eu fiz.
Que otário.
sábado, 4 de maio de 2013
Conversa de Sábado
Confuso e contudo,
O mundo desaba
Eu fico aqui assistindo
Dizem que eu tô evoluindo
Enquanto minha saúde se acaba
Nada de verdade me basta como verdade
Nem mesmo essa grande necessidade
De me explicar
De me entender
Só sei reclamar
E desaprender
Sou burro por não aprender com o erro
Amar, sentir e viver é meu desterro
Por que não nasci pra isso
Nasci pra ser omisso
E simplesmente observar os outros
Enquanto morro aos poucos
Enquanto aos poucos porcos eu me dedico
Pois esses valem
Esses valem sim.
Eu queria saber amar e ser algo a mais pra mim.
Mas pra mim, algo à mais é fim
Fim da vida, fim do sofrimento
Da vergonha...
Mais um trago na maconha,
Nada serve de alento.
Nada serve de saída.
Confuso.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Gotas
Eu não ando escrevendo, nem lendo, nem vendo
Ando trabalhando, tirando todo conteúdo de interesse
Da minha pessoa.
Lembro-me quando te perguntei
"Por que gostas de mim? Que que eu faço pra te deixar assim?"
E agora sinto ódio por ter te deixado não me responder
Como que esses papéis se trocaram tão rapidamente?
Será mudança na situação estagnada?
Será perduração da situação mutante?
Meu semblante não esconde mais nada,
Já não fujo do peso da mente
Já não fujo da agonia gritante
Acordar pra viver sem viver e acordar
Andar por aí, como um zumbi zumbizando
Eu e você à zumbizar...
Conto-lhe, chorei. E chorei com pena
A morte do vivo e o esquecimento do antes morto
Serena mudança na vida, princípio com ideal torto
Me enforco, não aguento e sustento sem foco
O podre pensar que mastiga a juventude
Me instiga, magnitude de sentir que não troco
Talvez se eu trocasse eu tomasse atitude
Enquanto eu não tomo, viro mais um copo.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Parte 1 de um texto de três partes
Estou abatido.
Sei lá por que...
Na verdade, são tantos porque's que virou um sei lá
Como pode alguém que não se alimenta a mais de trinta horas,
Vomitar por duas?
Que que há de errado?
Até o físico está reclamando.
Olha essa mão, olho essa mão
Meu olho na mão
Eu fecho a mão, eu abro a mão
A mão é minha, eu mando na mão
Olha essa mente, olho essa mente
Meu olho na mente
Eu fecho a mente, eu abro a mente
A mente é minha, mas não mando nela não.
Grande confusão
Será que de fato estou criando algo que não existe?
Alimentando um algo que não existe?
Me fazendo de algo que não existe?
Por que que tudo tem que virar penitência?
Na teoria, se fuder faz parte do jogo
Mas para aprendizado, e não consistência no erro.
Olha essa vida, olho essa vida
Meu olho na vida
Eu quero a vida, eu não quero a vida
A vida é minha.
Não, não é não.
Parte 2 de um texto de três partes
Estranho esse lance de pertencer.
Cadê eu te possuindo?
Cadê você insistindo,
Que eu nunca vou te perder?
Fui eu ou foi você?
Quem foi que dominou minha cabeça?
O corpo sedento de noção quer saber
Antes que a alma esmoreça e pereça
E a defesa desaqueça
Há muito não consigo me entender...
Será que foi o passado, ou algum tombo?
Poderia algo que vem para ensinar,
Prender?
Travar?
Pesar como o mundo nos ombros?
Eu juro que eu te amo
Mas não acredito no amor
Mas não acredito em mim
O teu nome eu chamo, clamo
A morte chegará ao Temor, esperamos...
E pra toda essa dor, colocar funesto fim.
Parte 3 de um texto de três partes
Desisto de mim
Todo espaço de tempo no tempo-espaço
Parece comprimir meu presente
Nesse pedaço de carne impotente
Dando ao passado e futuro maior importância
Pensar no momento, me gera cansaço
Cabeça pesada com o peito doente
A mente clemente sente ardente
Desejo febril de viver em ignorância
É uma ânsia de agonia, que,
Gera náusea e leva ao enjoo,
Gera asco e causa nojo
Vem matar-me mais um pouco
Aos poucos, de novo...
Eu cansei de ser assim
Dizer não pra falar sim
Ser patrão sendo cumim
Sendo vida sem festim
Sem festa pra festim
Desisto de mim.
domingo, 31 de março de 2013
Nada de novo, de novo...
Sempre agonizei.
Não é novidade.
Rico, bonito, possuo bela família, bem estruturada,
Agora até um amor eu tenho
Mesmo assim, sempre agonizante
Ocorre que agora a vontade de viver chegou num nível apático que a muito eu não sentia.
Parece que não é novidade, mas sinto como se fosse.
Sempre fui perdido, que adianta dizer que me perdi de novo?
Tudo sempre no mesmo, quase sempre é a mesma coisa, não sendo
Resolvi fazer esse desabafo não poético
Marginal na minha cabeça ocupando ela toda
Que se foda, só uma rima pra não perder costume
Afinal, trato aqui de novidades não novas
Cansaço sentido pelo cansaço de se sentir cansado.
Fuder é bom, se drogar é bom
Viver como marionete pra gostar disso também.
E se, caso você obrigue-se a pensar que não,
Novamente terás conflito e cederás
Não é novidade...
Não sei como terminar esse texto
Podia terminar ele terminando, sem alguma coisa de efeito,
Sem uma frase bem pegada que resuma tudo, só colocar um ponto depois da palavra desejada...
Morte.
sábado, 30 de março de 2013
Mordido
Mas que situação chata,
fome que não se mata,
quando o doce está logo ali.
Não sei o que é certo;
fico longe ou fico perto
de quem mais me faz sorrir?
Eu não entendo tudo.
Falo alto ou fico mudo
sobre isso que ainda não vi.
E agora o tempo passa
e eu já nao mais acho graça.
Será que você vai fugir?
Só quem saberá é o tempo,
mas é tão forte o sentimento
que há de te trazer praqui.
Mas que situação chata.
a mente sempre (in)sensata
não aguentará te ver partir.
Um dia me dá saudade
sem essa minha metade,
não sou capaz de dizer:
"Eu vivi."
O tubarão dos olhos profundos me mordeu.
Não me matou nem ao menos doeu.
Me hipnotizou, e hoje vivo por uma mordida.
fome que não se mata,
quando o doce está logo ali.
Não sei o que é certo;
fico longe ou fico perto
de quem mais me faz sorrir?
Eu não entendo tudo.
Falo alto ou fico mudo
sobre isso que ainda não vi.
E agora o tempo passa
e eu já nao mais acho graça.
Será que você vai fugir?
Só quem saberá é o tempo,
mas é tão forte o sentimento
que há de te trazer praqui.
Mas que situação chata.
a mente sempre (in)sensata
não aguentará te ver partir.
Um dia me dá saudade
sem essa minha metade,
não sou capaz de dizer:
"Eu vivi."
O tubarão dos olhos profundos me mordeu.
Não me matou nem ao menos doeu.
Me hipnotizou, e hoje vivo por uma mordida.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Chuva Dantesca
Não tenho mais tempo pra escrever
Que ironia, não tenho tempo à perder...
As frustrações andam caladas
As dores andam penosas
A quietude é flagelada
As problemáticas, silenciosas
Me dói não saber a verdade
E achar que sei alguma
Na falta de identidade
A minha alma enrolada meu corpo fuma.
Nenhuma penitência é pior que agonia
Mentira! Existe a fome, existe a sede
Não sei como são ambas, filho da letargia
De barriga e bexiga cheia,
Bato a cabeça contra a parede
Ah Dr. Carlos!
Perdida ficou a perdição
Virou choro sem motivo, um coro objetivo
A dúvida é o que mata o coração
Não tenho mais tempo à perder
Por isso não posso escrever
Meu dolo é disso saber
E na teimosia, me enganar
Desfruto do físico à esmorecer
Espero solene o espírito perecer
Parece-me que isso é sobreviver
Sofrer, sem algo à ajudar.
O amor é um cão dos diabos.
domingo, 10 de março de 2013
Cupido
Eu achava que era cedo,
na verdade tinha medo
de enfrentar o amor.
Tao ironico o enredo,
pedir a mao, ganhar um dedo.
Sentir esmagadora dor.
Nao entendo os felizardos.
Se dizem apaixonados,
eles merecem, tanto assim?
Nao fui um predestinado,
meu cupido foi culpado
pelas flechas que levaram ao meu fim.
"poema de 2009/2010"
na verdade tinha medo
de enfrentar o amor.
Tao ironico o enredo,
pedir a mao, ganhar um dedo.
Sentir esmagadora dor.
Nao entendo os felizardos.
Se dizem apaixonados,
eles merecem, tanto assim?
Nao fui um predestinado,
meu cupido foi culpado
pelas flechas que levaram ao meu fim.
"poema de 2009/2010"
Antigo
Quando a verdade nao agrada
sera que vale a mentira?
A voz: muda, calada
denuncia a batalha perdida.
Passou, ja passou!
Ja e depois do fim...
E enfim, o que mudou?
As flores morreram no jardim!
Realidade, acredite ou nao.
E verdade, nao merece compaixao.
A natureza, mae soberana.
Sentiu tristeza, se viu insana.
Mas nem valia,
toda agonia
foi grande ilusao.
Tudo sorria,
mas era magia
que ja nao existe no coracao.
"poema de 2009/2010"
sera que vale a mentira?
A voz: muda, calada
denuncia a batalha perdida.
Passou, ja passou!
Ja e depois do fim...
E enfim, o que mudou?
As flores morreram no jardim!
Realidade, acredite ou nao.
E verdade, nao merece compaixao.
A natureza, mae soberana.
Sentiu tristeza, se viu insana.
Mas nem valia,
toda agonia
foi grande ilusao.
Tudo sorria,
mas era magia
que ja nao existe no coracao.
"poema de 2009/2010"
A Queda
Se nao menti,
falei mentiras.
Pensei mentiras,
todas em vao.
Se nao chorei,
cai e sofri.
Sonhei que sorri,
mas acordei no chao.
Se nao tentei,
ao menos perdi.
Meu tempo perdi,
de novo em vao.
O ceu e tao alto,
e o solo tao firme.
A queda pode ser fatal.
Memorias, vitorias
so no sonho dos reis.
Verdades ilusorias
nao duram um mes.
Tudo sempre igual,
como se fosse agua.
Procurei o paranormal,
e redescobri a magoa.
"poema de 2009/2010''
falei mentiras.
Pensei mentiras,
todas em vao.
Se nao chorei,
cai e sofri.
Sonhei que sorri,
mas acordei no chao.
Se nao tentei,
ao menos perdi.
Meu tempo perdi,
de novo em vao.
O ceu e tao alto,
e o solo tao firme.
A queda pode ser fatal.
Memorias, vitorias
so no sonho dos reis.
Verdades ilusorias
nao duram um mes.
Tudo sempre igual,
como se fosse agua.
Procurei o paranormal,
e redescobri a magoa.
"poema de 2009/2010''
Olhares Perdidos
Olho pra fora:
tanta coisa errada.
A esperanca chora.
Caida, perdida, calada.
Todos, tudo caminha
nos mais diversos sentidos.
Mas a mente esta sempre sozinha
transparente em olhares perdidos.
Olho pra dentro:
vazio, nao vejo nada.
Sem extremidade nem centro,
puro sonho, um conto de fada.
Todos, esta tudo parado.
A procura de um sul ou de um norte.
Mas a mente atrai o pecado;
olhares perdidos esperando a morte.
"poema de 2009/2010"
tanta coisa errada.
A esperanca chora.
Caida, perdida, calada.
Todos, tudo caminha
nos mais diversos sentidos.
Mas a mente esta sempre sozinha
transparente em olhares perdidos.
Olho pra dentro:
vazio, nao vejo nada.
Sem extremidade nem centro,
puro sonho, um conto de fada.
Todos, esta tudo parado.
A procura de um sul ou de um norte.
Mas a mente atrai o pecado;
olhares perdidos esperando a morte.
"poema de 2009/2010"
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Matemática do Auto-Flagelo
É questão de congruência,
é questão de simetria.
Longe é penitência,
perto é alegria.
É questão de semelhança,
é questão de geometria.
Deixar virar vã lembrança
é o desencaixe, a agonia.
É questão de referência
até onde a mente alcança.
Uma simples preferência
e toda vida ficaria mansa.
Não foi perpendicular;
seu caminho é paralelo.
Minha culpa ou azar:
o que tornar o poema mais belo.
Matemática do Auto-Flagelo.
é questão de simetria.
Longe é penitência,
perto é alegria.
É questão de semelhança,
é questão de geometria.
Deixar virar vã lembrança
é o desencaixe, a agonia.
É questão de referência
até onde a mente alcança.
Uma simples preferência
e toda vida ficaria mansa.
Não foi perpendicular;
seu caminho é paralelo.
Minha culpa ou azar:
o que tornar o poema mais belo.
Matemática do Auto-Flagelo.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Sopa
Fiquei furioso porque não me deram a sopa.
A verdade é que eu queria ser criança
e sou.
Só é difícil pros outros entenderem.
Porque tenho que crescer?
Tem gente que já nasce velho.
E eu nem ligo pro envelhecimento.
Me incomoda ter que crescer, evoluir.
Sinto que meu auge foi o nascimento,
tempos tão bons que nem me lembro.
Hoje a vida é difícil;
Flávia não lê meus versos.
E, ainda que lesse, não se emocionaria.
Minha carcaça já meio apodrecida se entrega à qualquer promessa,
basta que esta resida num tempo futuro,
num próximo passo.
Flávia quer atitude
e eu quero descaso.
Se me perguntares
te direi que não sei como ainda estou de pé.
Como ainda há de bater esse coração meu
e irrigar meus neurônios com sangue morno.
Eu já quase desisti,
não fosse o sorriso de Flávia.
A voz de Flávia.
Tão distante que me chama.
Tão diferente que me incorpora.
Fosse o mundo justo,
ela estaria aqui ao meu lado.
Fosse a vida justa,
eu não teria chance com ela.
Sendo o mundo sádico,
tenho todas as chances de tê-la.
Sendo a vida de seu jeito único,
Flávia não está ao meu lado.
Como doem os fatos!
Como does os versos que Flávia não lê!
Como eu queria aquela sopa...
A verdade é que eu queria ser criança
e sou.
Só é difícil pros outros entenderem.
Porque tenho que crescer?
Tem gente que já nasce velho.
E eu nem ligo pro envelhecimento.
Me incomoda ter que crescer, evoluir.
Sinto que meu auge foi o nascimento,
tempos tão bons que nem me lembro.
Hoje a vida é difícil;
Flávia não lê meus versos.
E, ainda que lesse, não se emocionaria.
Minha carcaça já meio apodrecida se entrega à qualquer promessa,
basta que esta resida num tempo futuro,
num próximo passo.
Flávia quer atitude
e eu quero descaso.
Se me perguntares
te direi que não sei como ainda estou de pé.
Como ainda há de bater esse coração meu
e irrigar meus neurônios com sangue morno.
Eu já quase desisti,
não fosse o sorriso de Flávia.
A voz de Flávia.
Tão distante que me chama.
Tão diferente que me incorpora.
Fosse o mundo justo,
ela estaria aqui ao meu lado.
Fosse a vida justa,
eu não teria chance com ela.
Sendo o mundo sádico,
tenho todas as chances de tê-la.
Sendo a vida de seu jeito único,
Flávia não está ao meu lado.
Como doem os fatos!
Como does os versos que Flávia não lê!
Como eu queria aquela sopa...
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