The one who was
HURT
apologizes for
being honest.
Being human.
Human being:
the only massive body
that has touched the
DEVIL.
terça-feira, 18 de maio de 2021
Human Being
Figurante
Nessa vida,
todos à minha volta creem ser protagonistas. Menos eu. Sei que sou um figurante, lá no fundo da tela, por vinte conto e um pão com mortadela.
Óh, sonhos! São vocês o motor da vida, não? Os responsáveis pelo movimentos dos ponteiros dos relógios. São vocês, também, a pá que cava o buraco onde descansarei em paz (?).
O amor, se é que existe, não exclui defeitos. Não clama por mudanças. INCONDICIONAL. Se depender do mundo, ficará sempre no plano das idéias.
É meu pai, tenho visto que não tenho sido justo. Estou sempre a cobrar. Estou sempre sendo cobrado. A segunda parte não posso mudar, mas a primeira é simples. Seja como és, com todos seus defeitos, porque realmente não me importo. Ninguém é senhor de si, quanto mais senhor dos outros. E quanto aos dedos à mim apontados, nada mais farei senão relevar. Não porque sou superior, mas porque já entendi que pouco desse mundo depende de mim. O planeta terra é irrelevante, tanto quanto minhas insignificâncias. Isso é amar.
Dualidade Partícula-Onda
Acho que Deus apareceria para mim, se não soubesse que sou tão linguarudo. Se não soubesse que sou tão volátil. Dualidade partícula-onda. Espero o dia que serei partículas, átomos coesos, que coesos entre si, formarão moléculas. Até onde sei, nasci onda, e assim venho oscilando. Certeza não existe, e, portanto, nada é inteiro ou íntegro. Nem mesmo minha poesia. (?) [E será que um dia fiz poesia?]
O problema da matéria é querer (sob nossa perspectiva de ser vivo caminhando para a morte) ser tudo. Quando, na verdade, é quase nada. É apenas "algo". Como quase todo o resto. Como os nomes, sobrenomes, sentimentos. Passado, presente e futuro. Quase todo o resto, mas não todo.
Busco a centelha que me falta brotar para enxergar o absoluto. Centelha essa que não é amor, não é poder, não é sorriso. É algo que ainda não sei dizer, não sei sentir e não sei nem se existe. Mas para mim, DEVE existir para que a teoria bata com a prática, para que a equação esteja em equilbrio.
330. Veio até mim e ainda não disse nada. Assim tem sido (sempre). Lei da permanência, filho de Heráclito.
Preciso dizer não ao sim.
Preciso dizer sim ao talvez.
Preciso dizer não ao tempo.
Mas só daqui a um mês.
Preciso demonstrar a razão.
1 + 1 = 3.
Perdido: sou uma fração
me dividi e perdi a vez.
Perdi também a noção;
não fui eu quem criou as leis.
Viva a nossa nação!
Mendigos alimentam os reis.
D23 avisou:
1 + 1 = 3.
Hilário Fernandes.
Hilário Fernandes.
Pegou o 569 e foi para o Rio-Sul. Tomou no cú. E aprendeu: nessa terra o malandro morre mudo. A verdade não tem graça. E a piada é mentira.
Será que faz tanto sentido assim? Eu não distinguo o amor do câncer. Singelos nomes no mundo dos mortais. Nem o sol é mais dos deuses, Hilário Fernandes.
Entorpecido está o menino, nunca virará homem. Diferentes são o alívio e o "dar uma aliviada". A vida é mortal. O dia um portal. Pra lugar nenhum.
Going to california with an aching in my heart, Hilário Fernandes. Tu não és mais que pele, que cobre músculos. Tu não és mais que carne, banhada em sangue. Tu não és mais do que o medo do fim. E, antes disso, o medo do fim sem um meio. O medo do salto. Tu não é mais que suor frio, que vontade quente de alguém explorar.
Sofrível ser pensante: viu que nossa prisão não tem grades, não tem chave. Sofrível poeta que és, Hilário Fernandes... Triste missão lhe foi concebida: revelar aos mortais tantas verdades. Sabendo tão pouco, de poucos idiomas. Que pena, Hilário Fernandes; sofres sem ser triste. Sabes bem o que existe e o que inexiste. Não juras falsa saudade. Não expões o que é interno, nem esconde o que é externo. Sabes com maliciosa precisão que a morte é ilusão proporcional à vida. É, Hilário Fernandes, tomaste no cú... Dentre todos, és o único que não é filho de Deus.
A velha profecia: o sábio viria ao mundo bastardo, seria ignorado e não faria diferença. No mundo em que ninguém é, Hilário Fernandes consegue ser. Mas está sozinho. Bebe um copo de vinho e fica a observar a eternindade. Gran Fatalidade, ouviu um Pink Floyd e esboçou um sorriso. E assim tem sido. A verdade nunca mereceu um elogio.
A CONSTANTE DE MECLER
O PASSADO
MAL-PASSADO
ME LEMBRA VOCÊ.
QUE MERDA;
JÁ TINHA PARADO DE DOER.
PIOR AINDA; NÃO É EGO.
NÃO É BOBO.
É SÓBRIO.
A CONSTANTE DE MECLER
É O QUE DESEQUILIBRA A EQUAÇÃO.
TENDE PARA UM LADO.
QUEBRA A IGUALDADE.
NÃO TENHO MAIS, SE NÃO, SENTIMENTOS PODRES. A DOR É LIMPA.
MAS É DOR.
O Motor
só se encontra a primazia
de peito aberto.
O homem vive na toca,
vive encolhido.
Já acorda adormecido.
domingo, 9 de maio de 2021
Temor e Dr. Carlos
O emaranhado de fios,
os nós que nunca desatam,
o labirinto sem saída.
Tentei mergulhar em águas mundanas
até afogar.
Tentei adormecer nos pormenores da vida
até não pensar.
Tentei do complexo me recolher,
mas não teve jeito.
Condição sacra de ser mortal
é sentir
as gotas espessas da Chuva Dantesca.
Tangenciar a profundidade,
buscar até despertar
o Algo.
O algo além do nada.
Estão todos em sono profundo,
dançando o ritmo do calendário,
venerando a ilusão coletiva.
Matrix.
Temor e Dr. Carlos
hão de buscar
o famigerado calcanhar de Aquiles.
O vazio ululante não pode ser perene.
Todo um universo de somente ilusão.
Temor e Dr. Carlos...
Afastados pelo silêncio.
Consumidos pela esperança
ou falta dela.
Temor e Dr. Carlos hão de triunfar.
Molhados mais uma vez
pelas gotas espessas da Chuva Dantesca.
(poema de meados de 2019)
quarta-feira, 5 de maio de 2021
Cacos
Do cristal mais lindo
que se quebrou,
restaram cacos.
Do brilho que reluzia
e iluminava,
ficaram rastros
que provocaram cortes,
profundos rasgos.
Do garoto que sonhava
e sorria,
sobraram cacos.
Tentei colar,
mas faltavam pedaços.
Pedaços meus que quem levou foi ti.
Qual é o limite da dor?
Qual é a fronteira da verdade com a loucura?
Quantos cacos necessito para me recompor?
E quantos mais rasgos para fazer a sutura?
A luz que incidiu sob o cristal
foi enfermidade e cura.
Em meio aos devaneios do que é real
ficou a sombra de sua luz tão pura.
Cacos e rasgos.
Dor e sutura.
Me falta estrutura,
vou dar mais uns tragos.
Despedaçou-se.