Do cristal mais lindo
que se quebrou,
restaram cacos.
Do brilho que reluzia
e iluminava,
ficaram rastros
que provocaram cortes,
profundos rasgos.
Do garoto que sonhava
e sorria,
sobraram cacos.
Tentei colar,
mas faltavam pedaços.
Pedaços meus que quem levou foi ti.
Qual é o limite da dor?
Qual é a fronteira da verdade com a loucura?
Quantos cacos necessito para me recompor?
E quantos mais rasgos para fazer a sutura?
A luz que incidiu sob o cristal
foi enfermidade e cura.
Em meio aos devaneios do que é real
ficou a sombra de sua luz tão pura.
Cacos e rasgos.
Dor e sutura.
Me falta estrutura,
vou dar mais uns tragos.
Despedaçou-se.
quarta-feira, 5 de maio de 2021
Cacos
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