O emaranhado de fios,
os nós que nunca desatam,
o labirinto sem saída.
Tentei mergulhar em águas mundanas
até afogar.
Tentei adormecer nos pormenores da vida
até não pensar.
Tentei do complexo me recolher,
mas não teve jeito.
Condição sacra de ser mortal
é sentir
as gotas espessas da Chuva Dantesca.
Tangenciar a profundidade,
buscar até despertar
o Algo.
O algo além do nada.
Estão todos em sono profundo,
dançando o ritmo do calendário,
venerando a ilusão coletiva.
Matrix.
Temor e Dr. Carlos
hão de buscar
o famigerado calcanhar de Aquiles.
O vazio ululante não pode ser perene.
Todo um universo de somente ilusão.
Temor e Dr. Carlos...
Afastados pelo silêncio.
Consumidos pela esperança
ou falta dela.
Temor e Dr. Carlos hão de triunfar.
Molhados mais uma vez
pelas gotas espessas da Chuva Dantesca.
(poema de meados de 2019)
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